A história dos apartamentos em edifícios residenciais existe desde os tempos em que as primeiras cidades se formaram, na Grécia e Roma.
Os edifícios mais populares eram chamados de ínsulas, e eram residências para pessoas com um baixo poder aquisitivo, divididos em diversas partes, formando os primeiros apartamentos. Os de alto padrão, eram chamados de domus, e na verdade mais se assemelhavam a casas do que apartamentos.
Desde então, as cidades começaram a crescer, e nos tempos atuais o apartamento se tornou uma grande necessidade, essencial para que as pessoas caibam no pouco espaço físico existente nos centros urbanos. No século XX os aglomerados urbanos rapidamente se formaram, e hoje, nas grandes cidades, boa parte das pessoas moram em apartamentos.
Existem apartamentos de diversos tipos e tamanhos, com variados acabamentos e localização.
Em algumas cidades do Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, entre outras, o processo de verticalização ganhou força na década de 1950. Principalmente em SP e RJ, os edifícios residenciais eram construídos na região central da cidade, na época a mais valorizada. O estilo arquitetônico das construções era o europeu. Os apartamentos eram grandes e espaçosos, tinham em média 3 dormitórios, mas não tinham suítes. A cozinha tinha um bom tamanho, e a área útil de um apartamento normal era por volta dos 200m2. Esses edifícios não tinham vagas de garagem, muito menos áreas de lazer, porém obviamente eles possuiam elevedaores e a grande maioria deles uma ou mais sacadas.
Atualmente, esse cenário mudou radicamente: o espaço diminuiu, por motivos da otimização das plantas e também pelo alto custo da construção e dos terrenos, todos os apartamentos possuem vaga de garagem e uma área mínima de lazer. A violência introduziu guaritas e sistemas de segurança, e a sacada sumiu nos apartamentos populares e cresceu nos de alto padrão. Suítes são agora uma obrigação da construção.
Além disso, diversos tamanhos de apartamentos surgiram:
- Apartamentos de 1 dormitório são os mais procurados pelos solteiros e/ou recém casados.
- Já os apartamentos de 2 dormitórios são procurados por casais que possuem filhos. Existe uma tendência de que os casados sem filhos também optem por esse tipo de apartamento.
- Os apartamentos de 3 dormitórios são construídos para atingir os casais com filhos ou que estão planejando os ter.
- A novidade introduzida recentemente no mercado imobiliário são os apartamentos de 4 dormitórios. Esse tipo de unidade tomou o lugar dos apartamentos de 3 dormitórios, que hoje são minoria dos lançamentos.
Também não custa citar os apartamentos de alto-padrão, com mais de 200m2, que podem possuir até 6 suítes e custar mais de 5 milhões de reais.
A tendência é que o mercado imobiliário continue a introzir novidades nos condomínios, que tenderão a atender a todas as necessidades básicas que uma pessoa pode ter. Recentemente, notou-se que algumas construtoras constroem torres comerciais junto com as residenciais, com o intuito de trazer conveniência para as pessoas.
Novos padrões de construção também estão surgindo, o que trará cada vez mais facilidades aos moradores dos apartamentos.
A grande maioria dos novos lançamentos de apartamentos em São Paulo possui 25 andares, muitas vezes a altura máxima permitida para as regiões. Geralmente a altura também tem a ver com o potencial construtivo, mas isso fica para um próximo post.